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O SILÊNCIO
Um livro-data da ficção
portuguesa do período a que poderemos chamar o pós-25
de Abril.
EDUARDO PRADO COELHO,JORNAL DE LETRAS.
Uma das maiores revelações da
ficção portuguesa nos últimos tempos.Aplaudido,
esgotado,premiado,o seu primeiro romance. As palavras, belíssimas,
não são esbanjadas. Uma prosa densa e leve, sem nada
a mais e sem nada a menos,parada no ponto exacto.
CLARA FERREIRA ALVES,JORNAL DE LETRAS.
O Silêncio tem uma escrita de invulgar
qualidade na recente literatura portuguesa;a cada releitura nos
fica esta sensação de que “só conseguimos
traduzir o que pensamos através de semelhanças longínquas,como
se o verdadeiro sentido nos escapasse”.Cabe agora a outros
leitores o gosto de ler e reler o livro de T.G.,encher o “silêncio”
de ecos,provar que “a literatura não se converteu em
silêncio”,não se tornou “apenas imanente”,que
as palavras não ficam “cercadas,bloqueadas” e
que antes nos nasce a “vontade de cantar”. PAULA MORÃO,
EXPRESSO.
Até agora,sem dúvida o melhor
livro de 1981.Um dos livros que eu mais amei nos últimos
anos.
Mª TERESA HORTA,REVISTA MULHERES.
PAISAGEM
COM MULHER E MAR AO FUNDO
As personagens estão enredadas num jogo de forças
subterrâneas. O fascismo,tal como nos surge neste livro,é
uma figura (obviamente detestável) desse jogo de forças.Se,por
um lado,isso o abstractiza (a referência é O.S.) de O(liveira)
S(alazar) ,por outro revela-o a uma luz desconhecida na nossa ficção.
Um dos aspectos mais curiosos é o modo como uma recusa sem
ambiguidades da opressão se combina com uma consciência
muito subtil da ambivalência das forças com que nos confrontamos.O
livro introduz na polarização masculino/feminino uma
complexidade que a letra do texto torna literalmente apaixonante.
EDUARDO PRADO COELHO,JORNAL DE LETRAS. Die
lange Zeit der Resignation,das allmaehliche Erwachen und der Akt
der politischen Befreiung mit den jeweiligen subjektiven und persoenlichen
Folgeerscheinungen,all dies spiegelt sich in den Romanen von T.G.
wider,und zwar in einer Art und Weise,die sich deutlich ueber die
konkrete politische Lage Portugals zu erheben vermag. Die Autorin
beschreibt, wie in einem zaehen Entwicklungsprozess die ueber lange
Zeit verinnerlichten beharrenden Kraefte und diejenigen des Aufbruchs
und der Revolte immer wieder hart aufeinanderprallen, und sie zeichnet
die beschwerlichen Wege der Befreiung und Oeffnung in allen erdenklichen
Bereichen von Gesellschaft,Kunst und Kultur in ihrer ganzen Vielfalt
nach.
GESA HASEBRINK,DIE SCHWESTERN DER MARIANNE ALCOFORADO
Der neue literarische Diskurs versteht
sich (bei T.G.) als Suche,welche die gewohnten Verbindungen der
Sprache zur Realitaet aufbrechen soll. Auf diese Weise koennen soziale
Konventionen, Autoritaeten, Marginalisierungen und Entfremdungen
hinterfragt und Wege zur Ueberwindung aufgewiesen werden.Die Romanen
stehen zugleich in der Tradition des Subjektivismus und der Sozialkritik.Die
Annaeherung an die Aussenrealitaet dient der Verhinderung von Herrschaftsstrukturen,die
nun von einer klaren,individuell gefestigten Position angegriffen
werden koennen,deren Erforschung sich das subjektivische Interesse
widmet. HELMUT SIEPMANN, PORTUGIESISCHE LITERATUR DES 19.U.20.JAHRHUNDERS
OS
GUARDA-CHUVAS CINTILANTES
Há uma fala que se insurge contra o condicionamento do próprio
processo literário,rompendo com as formas convencionais impostas
à escrita. O diário se oferece como uma insólita
prática de linguagem,imprimindo à escrita o ritimo vertiginoso
do realismo fantástico e das imagens surrealistas”.
MARIA HELOÍSA MARTINS DIAS,LETRAS & LETRAS.
Os Guarda-Chuvas Cintilantes é a obra
mais revolucinária de Teolinda Gersão.
ÁLVARO CARDOSO GOMES,A VOZ ITINERANTE ,
São Paulo.
A dimensão simbólica oscila
entre um sentido lúdico e um sentido fantástico ,mas
também incide sobre o domínio sobrenatural das coisas
e dos seres.Ultrapassar fronteiras de territórios mentais
aparentemente incomunicáveis é operação
que constantemente se pratica neste livro.
MARIA ALZIRA SEIXO,A PALAVRA DO ROMANCE
Die Heterodoxie erweist sich als Heterogenitaet,als
bewusste und spielerische Abweichung von der traditionellen Gattung
des Tagebuchs.
RAINER HESS, DER PORTUGIESISCHE ROMAN DER GEGENWART
Eine Parodie auf das Genre des Tagebuchs.
GESA HASEBRINK, WEGE DER ERNEUERUNG –PORTUGIESISCHE
ROMANE NACH DER ‘NELKENREVOLUTION’
O
CAVALO DE SOL
Um dos melhores romances da estação literária
que ora corre.PEDRO ALVIM,DIÁRIO
DE LISBOA. Cremos estar
aqui perante a mais importante e brilhante produção
narrativa portuguesa deste ano,uma aparatosa demonstração
de virtuosismo na criação romanesca,uma conjugação
excepcionalmente feliz de uma arte imensa do verbo e das estruturas
dos regimes discursivos da ficção.
JOSÉ EMÍLIO NELSON,JORNAL DE NOTÍCIAS
LE CHEVAL DE SOLEIL _ Du haut de son cheval,Vitoria
rêve de son cousin,Jeronimo,qu´elle va épouser
dans quelques mois. Vitória est fascinante,imprévisible,et
tandis qu´elle galope dans le vent,défiant de plus
en plus son entourage,Jerónimo se réfugie dans la
pratique de la chasse,lieu où il domine ses proies.La fête
approche.Vitória saute le dernier obstacle et abandone Jerónimo.La
fête s´enfuit devant le drame.Étrange roman,bâti
au rhytme des allures cavallières et du martellement des
battements du coeur.Tout en décrivant l´atmosphère
passéiste d´une famille portugaise,l´auteur joue,avec
talent,des difficultés relationnelles en amour,dans un monde
“où rien ne coincide avec rien,où les choses
ne sont jamais égales à l´idée qu´on
s´en faisait”. Très vite le lecteur est emporté
par la cadence de ce récit,à l´ecriture brillante,où
s´entremêlent,avec virtuosité,l´irréalité
du rêve,la violence des passions et le combat éffréné
pour la vérité des choses.
NOTES BIBLIOGRAPHIQUES
L´auteur manie le lyrisme au galop.
L´HUMANITÉ.
Michel Leiris avait apparenté
la littérature à la tauromachie. Teolinda Gersão
la lie à l´équitation dans cette insolite cavalcade
romanesque. Au rythme du temps équestre – pas,trop,galop
et saut – s´engage une lutte pour la passion et le pouvoir,magnifiquement
servie par une écriture qui évoque à merveille
l´inertie sensuelle du Portugal des années 20. CONTEMPORAINE.
A
CASA DA CABEÇA DE CAVALO
O romance de T.G.,mesclando variados modelos narrativos,tais como
o romance de folhetim,a narrativa fantástica e a metaficção
historiográfica,propõe uma nova perspectiva para os
factos e os conceitos consagrados pela lógica e adota,como
estratégia desconstrutora,o lúdico e o humorístico,ao
discursar sobre a morte e sobre a História.
Palavras-chave:ficção portuguesa contemporânea;humor
e morte;narrativa fantástica; jocosidade.
ALVES,MARIA THERESA ABELHA – SCRIPTA
A admirável cena espectral que T.G.
constrói para o deslumbramento do leitor é fundamentalmente
uma recuperação da morte pela corrida insensata do
cavalo. É assim sem surpresa que vemos nos jornais que o
júri do Grande Prémio de Ficção distinguiu
A Casa da Cabeça de Cavalo.Trata-se da consagração
muito justa de um escritor que em 95 publicou o seu melhor livro.
EDUARDO PRADO COELHO,PÚBLICO
A isso se chama ficção,a
“ficção da verdade”.O jogo a que aqui
nos entregámos conduzidos pela mão livre e segura
de uma infatigável e magnífica contadora de histórias.
FERNANDO J.B.MARTINHO,JORNAL DE LETRAS.-
 A
ÁRVORE DAS PALAVRAS
Regresso a uma Lourenço Marques
do tempo das colónias,uma cidade “da alegria”.Para
além do registo físico desses tempos idos,da cidade
e dos campos,das gentes,o que emana também da escrita fluida
e cristalina de T.G. é um sentimento que hoje,sem qualquer
espécie de saudosismo ou nostalgia colonialista,perpassa o
olhar de quem conheceu e viveu esses tempos.Sobretudo porque houve
a guerra,e consequentmente a gradual alteração do retrato
físico e psicológico de um povo e de uma terra –
algo que Teolinda bem expressa.Sabe bem ler relatos como este,lúcidos,verdadeiros,sentidos,atentos”.
PEDRO TEIXEIRA NEVES,SEMANÁRIO.
Mestria narrativa,suprema arte da simplicidade.
Lourenço Marques a emergir por magia, intacta do passado.
LINDA SANTOS COSTA,PÚBLICO.
Na nossa literatura,África parece
ter sido um lugar relativamente vago. A Árvore das Palavras
vem responder ao relativo défice a que tenho vindo a referir-me.
A Árvore das Palavras é um romance a reter. CARLOS
REIS,JORNAL DE LETRAS.
OS
TECLADOS
Um romance de aprendizagem em que a autora se ultrapassa
a si própria.Uma reflexão filosófica sobre a
realação entre a arte a vida,as ironias de uma e as
partidas que a outra vai pregando. A ler devagar porque acaba muito
depressa.
HELENA BARBAS,EXPRESSO.
Numa narrativa
breve,consegue emprestar à sua protagonista uma imensa profundidade
psicológica. A metáfora do trapézio («não
era o olhar do público que segurava a trapezista,tudo se
passava entre ela e a corda do baloiço onde oscilava»)
não surge por acaso neste livro sublime e tão musical.Surge
como se fábula fora. A de que o destinatário primordial
da criação é o próprio criador,a de
que a única legítima competição é
a dele consigo mesmo.
RODRIGUES DA SILVA , JORNAL DE LETRAS
Tomando a música como medida
de todas as coisas,Os Teclados de T.G. explora destinos por meio
de metáforas da harmonia musical.Raramente na história
da ficção estiveram tão unidas as duas vertentes
da expressão artística: a palavra e a música
FÁBIO LUCAS, JORNAL DA TARDE,São
Paulo.
OS
ANJOS
Eu denominaria o curto texto,antes de tudo,uma descida de memória
dupla,a afectiva,rural,e de memória pré-pubertal da
“heroína” sem nome; depois descida que sobe connosco,até
se ouvirem os anjos,por sinal menos ortodoxos.Cada corda de órgão
partida de certo modo continua a cantar. Os Anjos contra a corrente?
Que assim seja.
JORGE LISTOPAD,JORNAL
DE LETRAS.
Texto onírico e fabulosos,Os Anjos
de TG consegue criar efeitos novos e surpreendentes a partir de
matérias tão arcaicas como são as pulsões
humanas e a sua integração na cultura.
LINDA SANTOS COSTA,PÚBLICO
A mais recente narrativa de TG é uma
belíssima história de segredos e revelações.No
seio de uma família em crise,minada por um triângulo
amoroso oculto,há uma criança que se esforça
por compreender os adultos e o seu mundo de interditos,de hiatos,de
silêncios.
JOSÉ MÁRIO SILVA,DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Ce livre est si bref que,si on le résume,tout
sera dit.Tout,sauf l´incroyable poésie,l´incroyable
langue de Teolinda Gersão.On y entend la voix d´une
petite fille,Ilda,don’t la mère glisse dans une espèce
de folie non identifiée.Don le père boit trop.Dont
le grand-père,malade,raconte l´histoire de son village
englouti par les eaux.Ilda entend des voix qui la hantent.Ce petit
livre est un grand roman.Longtemps après l´avoir refermé,on
entend la voix d´Ilda,on aimerait la prendre dans ses bras
et l´écouter encore.C´est la marque des
chefs d´oeuvre.
CHRISTOPHE TISON, COSMOPOLITAN
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